Nova Ortografia

Posted on 12/06/2011 por

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O acordo

Foi no dia 1º de janeiro de 2010, que o Novo Acordo Ortográfico da língua portuguesa entrou em vigor, com o intuito de proporcionar a aproximação e padronização da escrita de oito países que falam o português.

O acordo passará, até 2012, por etapas de transição para que possamos aprender e nos adaptar as novas regras ortográficas. O novo acordo ortográfico modificou a forma com que escrevemos determinadas palavras, citamos como exemplo, regras de acentuação, quantidade de letras no alfabeto, utilização do trema e do hífen.

Novas regras

Alfabeto

Antes do novo acordo, o alfabeto era composto por 23 letras, sendo elas: a, b, c, d, e, f, g, h, i, j, l, m, n, o, p, q, r, s, t, u, v, x, z.

Agora, o alfabeto passou a possuir mais 3 letras, sendo elas: k,w,y. Ficando: a, b, c, d, e, f, g, h, i, j, k, l, m, n, o, p, q, r, s, t, u, v, w, x, y, z.

Trema

Com o novo acordo ortográfico, a utilização do trema não existirá mais na língua portuguesa.

O trema continuará existindo apenas em palavras estrangeiras e suas derivadas. Exemplo: müller, mülleriano.

Hífen

Agora o hífen só é utilizado em 3 situações, em compostos, locuções e em encadeamentos vocabulares, em formações por prefixações, recomposição e sufixação, e nas formas pronominais.

  • Composto, locuções e encadeamentos vocabulares

O hífen é utilizado em palavras compostas por justa posição cujos elementos (substantivos, adjetivos, numerais e verbos) constituem uma unidade dependente. Exemplo: ano-luz, arco-íris, médico-cirurgião e cirurgião-dentista.

Observação: palavras compostas por justa posição que tenham perdido a ideia de composição não devem utilizar o hífen. Exemplo: girassol e manda chuva.

Ainda existe hífen em topônimos compostos iniciados pelos adjetivos isso, ou por verbo, ou se houver artigo entre seus elementos constituintes. Exemplo: grão-pará, Grã-Bretanha e quebra-costas.

Palavras compostas que designem espécies botânicas e zoológicas também devem ser grafadas com hífen. Exemplo: erva-doce e louva-a-deus.

Compostos formados pelos advérbios bem ou mal (primeiro elemento) e por qualquer palavra iniciada por vogal ou h (segundo elemento). Exemplo: bem-humorado e mal-estar.

O hífen também deve ser utilizado em compostos que contenham os elementos além, aquém, recém e sem. Exemplo: Além-Atlântico, aquém-fiar, recém-casado e sem-terra.

Não se usa hífen em locuções. Exemplo: cão de guarda.

Continua existindo hífen em encadeamentos vocabulares ou nas combinações históricas. Exemplo: liberdade-igualdade-fraternidade e Angola-Brasil.

  • Prefixação, recomposição e sufixação

Usa-se hífen nos principais prefixos e falsos prefixos na formação ou recomposição de palavras. Exemplo: aero , bio, circum, co, entre.

Nas palavras prefixares ou recompostas usa-se hífen apenas se a segundas palavras iniciar com h. Exemplo: anti-higiênico e circum-hospitalar.

Exemplo: anti-ibérico e arqui-inimigo. Ainda que iniciado pela vogal o, o prefixo co aglutina-se com o segundo elemento. Nesse caso o hífen não é utilizado. Exemplo: coordenar e cooperação.

A crase também é utilizada quando o prefixo circum e pan têm seu segundo elemento começando com uma vogal, h, m ou n. Exemplo: circum-escolar e pan-africano.

Se o prefixo for hiper, inter e super e o segundo elemento começar com r usa-se a crase. Exemplo: hiper-requintado.

Se o prefixo for ex (no sentido de estado anterior ou efeito de cessar) sota, soto, vice, vizo. Exemplo: vizo-rei e sota-piloto.

Usa-se crase se os prefixos pós, pré e pró, forem tônicos e graficamente acentuados. Exemplo: pós-graduação.

  • Formas pronominais

Em caso de ênclise ou mesóclise usa-se a crase. Exemplo: dar-se-ia.

Utilizamos crase após o advérbio eis seguido de formas pronominais. Exemplo: Eis-me pronto, conforme o combinado.

Regras de acentuação

  • Monossílabos tônicos

Acentuam-se apenas os monossílabos tônicos terminados em a, e, o (seguidos ou não de “s”). Exemplo: pá, pé(s), pó(s), lê, pô( -lo, -la)

  • Oxítonas

Acentuam-se apenas as oxítonas terminadas em a, e, o, em (seguidos ou não de “s”). Exemplo: jacarandá (s).

Observações: o acento agudo nas derivações dos verbos ter e vir (3ª pessoa do singular do presente do indicativo) continua existindo. Exemplo: detêm e convêm.

O acento circunflexo no verbo monossilábico pôr continua existindo para diferenciá-lo da preposição monossilábica por. Exemplo: João tem que pôr o casaco para ir à escola.

O acento agudo nas oxítonas terminadas em ditongos abertos é, i(s), éu(s), ói(s) continua existindo. Exemplo: anéis e chapéus.

  • Paroxítonas

Acentuam-se apenas as paroxítonas que não são terminadas em: a(s), e(s), o(s) e em. Já as paroxítonas terminadas em l, r, n, x, i (seguidos ou não de “s”), u (seguido de “s”, ou de m, ou de n), ps, ditongo oral crescente e decrescente, ditongo nasal seguidos ou não de “s” são acentuadas. Exemplo: automóvel e bíceps.

Observações:  Paroxítonas terminadas em “ens” não se acentuam. Exemplo: edens e semens.

As palavras homógrafas não recebem acento gráfico. Exemplo: para (verbo) e para (preposição).

As palavras paroxítonas homógrafas-hetrófonas (palavras semelhantes na escrita mas com diferença na pronúncia) não recebem mais o acento gráfico. Exemplo: governo (substantivo) e governam (verbo).

Paroxítonas com os ditongos abertos seguidos de vogal, ei e io não se acentuam mais. Exemplo: estreia/estreio (verbos) e assembleias.

Paroxítonas terminadas em hiato na primeira pessoa do singular oo, não se acentuam mais. Exemplo: voo e enjoou.

Paroxítonas terminadas em hiato na terceira pessoa do plural ee, não se acentuam mais. Exemplo: veem leem.

  • Proparoxítonas

Todas devem ser acentuadas. Exemplo: lâmpada e desenvolvêssemos

  • Encontros vocálicos

O acento agudo no i e u tônicos das palavras oxítonas ou paroxítonas continuam sendo usados se eles forem hiatos e estiverem sozinhos na sílaba ou acompanhados de s, e se não estiverem antes de nh, nem depois de ditongo decrescente. Exemplo: país e saúva.

O acento agudo no i e u tônico das oxítonas, quando precedidos de ditongo continua existindo. Exemplo: Piauí.

O acento agudo no u tônico das sequencias verbais gue, gui, que e qui não existe mais. Exemplo: argui e oblique.

Fonte: Aplicativo “Fique Ligado – Nova Ortografia” para celular