Traço e Ponto

Posted on 18/05/2011 por

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Traço e ponto

Se cortar com papel dói. Fechar a porta do carro no dedo dói. Ralar o joelho então nem se fala. Mas uma coisa que dói mais que um machucado é a saudade. Sim, pois existem machucados E machucados, e a saudade, é um senhor machucado. Não dói na pele, mas sim na alma.

Sentiremos falta do nosso tempo de escola, todas aquelas aulas, horas de sono perdidas ou mal dormidas, trabalhos, provas, brigas, discussões, e tudo mais. Isso é sim parte do desenvolvimento e amadurecimento do Homem. Porém, o que há de mais considerável e duradouro que o conhecimento e a experiência adquiridos nesse período, são as amizades conquistadas a duras penas e a longos prazos.

Sim, entenda que foi difícil largar esse ninho.

É difícil explicar o que há de se sentir em relação àquilo que já foi vivido. O tempo passa e assim as emoções também, ou melhor, as emoções não passam, elas mudam, se desenvolvem, o que faz com que cada singular fragmento de memória tenha seu peso e importância no meio da nossa saudade.

Além do que supostamente foi aprendido, aprendemos que somos humanos, e reconhecemos que vamos sentir saudades. Não sabemos quanto, mas já sabemos quando.

Espero estar falando por todos, ao dizer que o pedaço de nossas vidas mais memorável aconteceu dentro dessa nossa Escola Anésia, e que lembranças como as que temos desse período todo, não serão para sempre guardadas na memória, mas sim no fundo do coração.

 

João Ricardo Claro Frare, 19 anos , estudante de Artes Visuais no Centro Universitário Belas Artes de São Paulo. Foi aluno na Escola Estadual Profª Anésia Loureiro Gama de 2003 (5ª série) até 2009 (3º ano). Fez parte da 1ª turma de Formandos do Ensino Médio.