Zouk na Escola

Posted on 26/09/2009 por

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A palavra zouk significa “festa”, e a música é cantada em créole, língua que mistura predominantemente o idioma francês com dialetos africanos. É uma dança caribenha oriunda das Antilhas Francesas, com frequência praticada nas ilhas de Martinica, Guadalupe e Santa Lúcia, e também popular em países africanos onde o português é a língua oficial, como Angola, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial e Moçambique. O ritmo é mundialmente conhecido. Na África, porém, é chamado de kizomba. No Brasil, popularizou-se ao final da década de 1990, com movimentos diferenciados e associados à lambada, influenciando-a e sendo influenciado por ela. É bastante conhecido na região Norte do país, o que se deve à proximidade com a Guiana Francesa, atualmente considerada parte do território ultramarino francês. O Amapá e o Pará são os estados brasileiros em que o zouk é mais popular. Há indícios de que o zouk tenha influenciado alguns ritmos brasileiros, ocasionando mudanças na forma de dançar o carimbó, por exemplo, com a substituição de duplas soltas por casais abraçados. No caso da lambada, surgida no Pará durante a década de 1970, além do zouk e do carimbó, percebe-se também a influência do forró e de outros ritmos latinos, como o merengue. Considera-se que o zouk dançado no Brasil não seja o mesmo dançado no Caribe. Os passos brasileiros são semelhantes aos da lambada, mas realizados mais lentamente. O ritmo dançado nos demais países é chamado de zouk love e seus passos são diferentes, por serem mais suaves. O zouk love possui três passos principais: o zouk cannelle (“canela”), o zouk gingembre (“gengibre”) e o zouk piment(“pimenta”). Para esses passos é necessário considerar que os momentos de transferência do peso corporal ocorrem com movimentos de inclinação e de circundução da cabeça. O passo básico chamado “canela” se dá de maneira semelhante ao caminhar, para a frente e para trás, durante o qual o homem e a mulher se colocam de frente um parao outro. Assim, o membro inferior direito de cada dançarino estará próximo ao membro inferior esquerdo de seu parceiro. O movimento é iniciado com a perna direita do homem projetando-se para a frente e, consequentemente, a perna esquerda da mulher projetando-se para trás. A seguir, ambos se reparam, agrupando os membros inferiores, para “dar um passo” no sentido oposto: a mulher movimenta a perna esquerda para a frente e o homem a acompanha com a perna direita para trás. Esse movimento de vaivém é contínuo ao longo da dança. O passo “gengibre” envolve a semiflexão dos joelhos, seguida de extensão, assemelhando-se ao movimento de descer e subir. Essa movimentação, na articulação do quadril, é realizada à direita e à esquerda. Já o passo “pimenta” é a fusão dos anteriores (“canela” e “gengibre”), com o casal dançando o mais próximo possível, entrelaçando os membros inferiores. Embora algumas articulações tenham sido enfatizadas na descrição dos movimentos, na caracterização do zouk não basta apenas dar passos para a frente, para trás e para os lados. É necessário desenvolver todo o corpo ao dançar.

Trabalho desenviolvido pela Profª Suely com alunos da 7ª série e o grupo convidado “Vulcões do Zouk” – Andrea, Sabrina, Vitor e Ricardo.

O zouk entra como conteúdo no componente de Educação Física da 7ª série previsto no Currículo Escolar da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo por meio do caderno do professor do 2º bimestre.

Fonte: http://educadorfisico.wordpress.com/2009/08/19/zouk/